Catedral Nossa Senhora da Oliveira

Província Eclisiástica de Passo Fundo

24/01/2014

A Igreja Católica, que congrega em torno de um bilhão e duzentos milhões de batizados, tem uma organização exemplar, que atinge desde os católicos das grandes cidades como os fiés que moram no rincão mais distante.
Na base desta estrutura eclesial está a família, que chamamos Igreja doméstica, lugar sagrado onde se transmite e se aprende a viver a fé cristã que se recebe com a graça de Deus no batismo. Na Diocese de Passo Fundo, neste ano de 2011 são cerca de 520.000 os habitantes, sendo que os católicos somam em torno de 400.000.
Tanto na cidade como no interior, as famílias vizinhas mais próximas entre sim, se organizam em pequenas comunidades que são chamadas, em nossa região, de capelas, ou então comunidades de base ou mais correta e simplesmente comunidades. Em nossa Diocese são cerca de 900 comunidades. No mundo urbano, por vezes, os movimentos e pastorais de certo modo assumem a função das “capelas”.

 

Comunidades, Paróquias e Áreas Pastorais

 

As pequenas comunidades, por sua vez, pertencem a uma comunidade maior, chamada Paróquia onde se vive no dia a dia a fé e os sacramentos. Geralmente elas têm à frente um padre, que chamamos pároco, que prega a palavra, celebra os sacramentos e organiza a comunidade. Em Passo Fundo existem 54 Paróquias nos 47 Municípios da Diocese. O Padre que coordena a Paróquia, o Pároco, é quem organiza as visitas do Sacerdote a estas comunidades onde estão as famílias. Estas visitas são pelo menos mensais. Em outras regiões do Brasil e do mundo, onde as distancias são grandes e os meios de locomoção são precários, as visitas do Padre acontecem apenas uma vez por ano ou até menos.
Se as comunidades são em grande número, como em geral acontece nas cidades, o Pároco conta com a ajuda de um ou mais Padres, que chamamos de Vigário Paroquial. Salientamos que é na Paróquia que acontece a normalidade da vida cristã do católico, desde o batismo, eucaristia, crisma, casamento e demais sacramentos, ate a encomendação no final da vida.
As Paróquias vizinhas e próximas entre si têm uma organização de mútua ajuda que chamamos de áreas pastorais. No Direito Canônico são chamadas de Foranias. Geralmente são formadas por um pequeno número de Paróquias cujos padres e algumas lideranças se reúnem mensalmente para mútua ajuda, recebimento de materiais, orientações da Diocese e horas de convivência. Na Diocese de Passo Fundo atualmente são nove áreas pastorais.

 

 

Dioceses

 

As Dioceses são o passo seguinte e fundamental, da organização da Igreja. No Rio Grande do Sul as atuais dezoito Dioceses são compostas de 20, 30, 50, 70 Paróquias sendo que Porto Alegre tem mais de 100 Paróquias. Este conjunto de Paróquias formam cada conjunto, uma Diocese. Cada Diocese é dirigida por um Bispo, o Bispo Diocesano, que governa em espírito de serviço a Igreja Diocesana, que se chama também Igreja Particular. Em nosso caso o Bispo Diocesano é Dom Ercílio Simon. Quando a Diocese é grande, o Bispo, por vezes conta com um Bispo auxiliar, geralmente mais jovem. Em Passo Fundo o Bispo Auxiliar é Dom Liro Meurer. Podem morar na Diocese e ajudar na medida de suas forças, os Bispos Eméritos que já completaram 75 anos, ou antes, desta idade, quando as forças e saúde enfraquecem. Temos em Passo Fundo Dom Urbano Allgayer, Bispo Emérito, que foi Bispo Diocesano entre 1982 até 1999.

 

Missão

 

Cada Diocese se esforça para cumprir sua missão de anunciar Jesus Cristo, organizar as comunidades e prestar o culto a Deus principalmente pelos sacramentos. Cada Diocese faz seu planejamento pastoral e todos procuram seguir o plano Diocesano.
Ao longo da história da Diocese de Passo Fundo foram organizados e executados quinze planos de evangelização pastoral. Uma das maiores preocupações de cada Diocese é garantir a existência de pelo menos um Padre em cada Paróquia que ensinará a Palavra, presidirá o culto e dirigirá a comunidade. Por isso a preocupação com as vocações Sacerdotais, a existência e sustento dos Seminários, com formação filosófica e teológica, sempre estão muito presentes. Os Padres formados pela Diocese estarão a serviço dos leigos, formando-os para que sejam evangelizadores e participantes do processo de organização da sociedade de modo justo e fraterno.

 

Arquidioceses

 

Unindo de modo mais próximo as Dioceses mais vizinhas, temos as arquidioceses. Estas são formadas por um grupo de Dioceses que unem seus esforços para promover a ação evangelizadora e pastoral em comum união. Este agrupamento de Dioceses se chama “Província Eclesiástica”.
São grupos de três, quatro, cinco, seis ou mais Dioceses num território bem delimitado, que se unem em Províncias Eclesiásticas, erigindo uma delas como arquidiocese. As outras, unidas à arquidiocese, se chamam Dioceses sufragâneas. O Bispo da arquidiocese se chama arcebispo ou metropolita.

 

Províncias Eclisiásticas

 

É o que está acontecendo com a agora Arquidiocese de Passo Fundo, neste ano de 2011, quando a Diocese completa 60 anos. Pertencemos, desde a fundação da Diocese em 1951, à Arquidiocese de Porto Alegre, Província Eclesiástica do Rio Grande do Sul. Eram, até agora, 18 Dioceses de uma púnica província. Era grande demais, e segundo dizia o arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, era a Província com maior numero de Dioceses sufragâneas do mundo! Por isso o Papa, tendo ouvido os Bispos gaúchos, constituiu três novas Províncias Eclesiásticas no Estado gaúcho: Passo Fundo, no norte do Estado, Santa Maria no centro-oeste e Pelotas no sul, todas originadas da Província Eclesiástica de Porto Alegre. A Província Eclesiástica de Passo Fundo ficou formada ou tem como Dioceses sufragâneas, a Diocese de Erechim, Diocese de Vacaria e a Diocese de Frederico Westphalen.

 

Arquidiocese de Passo Fundo

O fato de Passo Fundo ser escolhida e elevada à arquidiocese constitui uma honra para a cidade e região. Demonstra a maturidade da região, da Igreja na região. No entanto, é bom recordar, foi decisivo o fator geográfico. Passo Fundo fica bem no centro da região norte do Estado, e para Passo Fundo convergem às comunicações rodoviárias e mesmo dos meios de comunicação social. Aliás, há varias décadas estas quatros Dioceses já se reuniam numa subdivisão chamada Interdiocesano Norte. Não fosse o fator geográfico, a escolhida seria Caxias do Sul, bem maior, mas localizada na região mais próxima de Porto Alegre. Caxias continua, pelo menos por enquanto, como Diocese sufragânea de Porto Alegre.

Na prática já existiam esta três Províncias na organização que se chamava Interdiocesano. As três novas Arquidioceses já exerciam de certo modo as mesmas funções que vão exercer como arquidiocese. O que aconteceu foi a oficialização das funções, usando o nome reconhecido pelo Direito Eclesiástico de Província Eclesiástica e não Interdiocesano.

 
 
Arcebispo



Na Província Eclesiástica o arcebispo exerce um poder muito relativo. Na realidade a Igreja acontece em sua plenitude em cada Diocese, onde cada Bispo exerce a autoridade e carrega a responsabilidade. O arcebispo tem uma tarefa apenas supletiva.
Compete ao arcebispo, por exemplo, zelar para que a fé e a disciplina eclesiástica sejam atentamente observadas. Compete também ao arcebispo designar o Administrador Diocesano da Diocese sufragânea em caso de morte ou impedimento do Bispo, se o colégio de consultores da Diocese não o escolherem no prazo de oito dias da vacância da Sede Episcopal. Porém, na prática, devido às facilidades dos meios de comunicação, a nunciatura apostólica, representando o Papa No Brasil, se resolve logo a situação ate s de se completarem os oito dias.
Além disso, é o arcebispo que dá posse aos Bispos eleitos para as Dioceses sufragâneas. É também o arcebispo que zela pelo bom andamento das pastorais em comum entre as Dioceses, lembrando o rodízio necessário nas coordenações destas pastorais comuns.
Regional Sul 3

No entanto, a organização da Igreja continua em patamares ainda mais altos.  Como parte importante do organismo eclesial temos o que o Direito Canônico chama de “região” e no Brasil chamamos de “regional”. É o conjunto de várias Províncias próximas entre si e que tem aditividades comuns. Assim, pertencíamos e continuamos a pertencer ao Regional Sul III da CNBB que engloba o Rio Grande do Sul unindo as Províncias, as mesmas atividades, mesmas reuniões, mesmos projetos e planos que já existiam no Estado.

 
CNBB



Em grau ainda maior temos a organização de todo um país em que o conjunto de Bispos “Regionais” forma o que chamamos de Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, com quase 300 Dioceses e cerca de 450 Bispos. Todo o Brasil conhece reconhece a CNBB como organismo da Igreja a serviço do povo brasileiro.


 
Papa



Acima de todas as Conferências Nacionais, regiões, Províncias, Diocese, Paróquias e Comunidades, todos reconhecemos o primado do Bispo de Roma, o Papa, que pode exercer seu poder diretamente em qualquer nível da organização.

Todos estamos em comunhão com o Papa que é o Bispo de Roma. Atualmente sentimos este poder do Papa particularmente na escolha dos Bispos, transferência de Bispos, criação de Dioceses e Províncias e particularmente na orientação geral quanto á doutrina e disciplina católica.
Comunidade de Fé

Em resumo esta é a organização da Igreja que explica a designação da Diocese de Passo Fundo para a arquidiocese de Passo Fundo, centro da Província Eclesiástica de Passo Fundo, abrangendo o Norte do Estado do Rio Grande do Sul.

Lembremos, por fim, que os Papas, os Arcebispos, os Bispos e Padres, passam, mas permanece a comunidade de fé, de culto e de caridade, a Igreja de Cristo, até que se instaure o Reino de Deus nos novos céus e nova terra.

 

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